Encarceraldo era um bezerrinho maroto. Não obstante isso, todo domingo ia à lagoa Igrejiaçu para beber água e assistir à missa do Peixe-espadre, o sacerdote da fazenda. Ele, o bezerro, se orgulhava de morar naquele recanto onde podia pastar o dia inteiro sem incômodos; visto que o dono da fazenda, bicho-homem, sempre estava disposto a protegê-lo com sua espingarda de cano duplo.
Todo dia, um certo tamanduá que tinha por nome Parcimonioso passava ao redor da fazenda e escutava os orgulhos os quais Encarceraldo forcejava por trazer a insulto.
- Nada melhor que minha fazenda. Tenho proteção, água, carinho. Isso é um sonho. É muito diferente dessa vida selvagem de um comedor de formigas...
Parciomonioso, Niozinho para os mais chegados, não saiu de sua sobriedade e permanecia em silêncio diante dos regozijos do bezerro. Ele era um sábio, creio. Só não usava óculos porque formiga faz bem pra vista.
Certa época, porém, uma intensa seca sobreveio à região. Em dois tempos, a lagoa secou; em quatro tempos, o Peixe-espadre morreu; e, em oito tempos, o bicho-homem foi embora para a cidade grande. Sozinho, sem água e comida, Encarceraldo falecia em frente ao tão achincoalhado Niozinho. Então, o tamanduá entrou na fazenda e jogou aquela carcaça fora. De agora em diante, a fazenda tinha outro dono.
Parcimonioso dormia no aconchego da fazenda e de manhã ia atrás de comer formigas - por que não? - algumas fêmeas de sua espécie, coisa que o solitário Encarceraldo nunca soube o que é.
Moral 1: A verdadeira liberdade não é está dentro ou fora da fazenda, mas é entrar e sair a hora que bem entender.
Moral 2: Quem não tem fêmea se contenta com água e capim.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Cotidiano africano
O quadro branco em minha mente solitária
Lembra-me fatos que o sangue não lavou
E na janela, a guarra revolucionária
Faz um poema com verdade e rancor
Melancolia em meus óculos escuros
A minha alma afogada e amarela
Não detecta quem são os homens puros
E lambe os ossos existentes na tijela
Um leopardo fugindo do seu destino
Cruza a ponte que conduz à salvação
E lá de cima desce a águia e um menino
Com asas fortes construídas com latão
O tempo é curto, o peito é firme, a veia é frágil
Rompe-se! Explode a existência pelo ar
A força ativa junto a espada ágil
É a gravidade desse sistema solar
Lembra-me fatos que o sangue não lavou
E na janela, a guarra revolucionária
Faz um poema com verdade e rancor
Melancolia em meus óculos escuros
A minha alma afogada e amarela
Não detecta quem são os homens puros
E lambe os ossos existentes na tijela
Um leopardo fugindo do seu destino
Cruza a ponte que conduz à salvação
E lá de cima desce a águia e um menino
Com asas fortes construídas com latão
O tempo é curto, o peito é firme, a veia é frágil
Rompe-se! Explode a existência pelo ar
A força ativa junto a espada ágil
É a gravidade desse sistema solar
Das Reich des Teufels
Texto de autoria minha em parceria com Afonso Roberto
Das Blut sprieβt auf dem Garten von Gott
Es verkündet die Macht vom Tod
Und der Teufel gegebener Hände mit dem Stern
Kupiet weintrauben und er beginnt zu feiern
Macht die Lampen aus und zerstört die Uhr
Reiβt die neve Hose und wieder macht die Frisur
Sein Mut ist warmer als Kaffe
Lacht noch und schreit für all seine Idee
,,Ich bin der König, du weiβt das, Mann
Ich bin das Gesetz, nur ich befehle, nur ich kann!"
Und werfen in unseren Augen die Wirklichkeit
Wir besteigen die Berge von der Krankheit
Ich will Schach spielen und nicht bitten
Ich will alles vergessen und nichts bieten
Die küche von Hölle ist ein Schiff
Sie kocht Wurst und schreibt eine Brief
Adressierte zu den bewuβten Männern, das werden sterben
Noch Pferde noch Hakenkreuze bewahren ihre Leben
Das Blut sprieβt auf dem Garten von Gott
Es verkündet die Macht vom Tod
Und der Teufel gegebener Hände mit dem Stern
Kupiet weintrauben und er beginnt zu feiern
Macht die Lampen aus und zerstört die Uhr
Reiβt die neve Hose und wieder macht die Frisur
Sein Mut ist warmer als Kaffe
Lacht noch und schreit für all seine Idee
,,Ich bin der König, du weiβt das, Mann
Ich bin das Gesetz, nur ich befehle, nur ich kann!"
Und werfen in unseren Augen die Wirklichkeit
Wir besteigen die Berge von der Krankheit
Ich will Schach spielen und nicht bitten
Ich will alles vergessen und nichts bieten
Die küche von Hölle ist ein Schiff
Sie kocht Wurst und schreibt eine Brief
Adressierte zu den bewuβten Männern, das werden sterben
Noch Pferde noch Hakenkreuze bewahren ihre Leben
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