Quero agora um poema
Que espera na janela
Que observa com cautela
Sobrevive no dilema
A poesia pouco lisa
Com somente um olho aberto
Procurando estar certo
Do local onde se pisa
Um poema papagaio
No sentido do cuidado
Do andar bem delicado
Do ator em um ensaio
Um poema que não deita
Que se esconde como a flor
Um poema espreitador
Um poema que espreita...
segunda-feira, outubro 31, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
Pactos sem espada
Um humilde agricutor
Indo pra cidade grande
Procurando alguém que mande
Um letrado, um doutor
Foi por todos os lugares
Calejando mais os pés
Foi à feira, aos cabarés
À livraria e a 3 bares
Elevou seu cabedal
Quando um totalitário
Foi chamar de salafrário
Um coitado liberal
Para fazer boas lavras
É com chicote e enxada!
E os pactos sem espada?
Ah! Não passam de palavras...
Indo pra cidade grande
Procurando alguém que mande
Um letrado, um doutor
Foi por todos os lugares
Calejando mais os pés
Foi à feira, aos cabarés
À livraria e a 3 bares
Elevou seu cabedal
Quando um totalitário
Foi chamar de salafrário
Um coitado liberal
Para fazer boas lavras
É com chicote e enxada!
E os pactos sem espada?
Ah! Não passam de palavras...
Será que ela consegue?
Depois de tanto tempo
De pedras e geleiras
No qual de mim saía
Apenas suor, sangue e pus
Depois de tantas guerras
De vitórias e empates
De olhares duros, mortos
De pancadas e rancores
Depois de tantos fatos
Em que tudo é documento
Onde o coração se torna
Mero músculo cardíaco
Depois de tanta vida
Sem flores no jardim
Sem qualquer sentimento
Sem feijõezinhos no algodão
Depois de tanto nada
Dessa ausência de mim mesmo
Dessa falta de carinho
Desse vácuo incontido
Depois de tanto tempo
Sinto que a maldita japonesa
Vai conseguir tirar
Uma lágrima dessas pedras...
De pedras e geleiras
No qual de mim saía
Apenas suor, sangue e pus
Depois de tantas guerras
De vitórias e empates
De olhares duros, mortos
De pancadas e rancores
Depois de tantos fatos
Em que tudo é documento
Onde o coração se torna
Mero músculo cardíaco
Depois de tanta vida
Sem flores no jardim
Sem qualquer sentimento
Sem feijõezinhos no algodão
Depois de tanto nada
Dessa ausência de mim mesmo
Dessa falta de carinho
Desse vácuo incontido
Depois de tanto tempo
Sinto que a maldita japonesa
Vai conseguir tirar
Uma lágrima dessas pedras...
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