Um toque no ombro, facada na Alma
Raposa veloz que foge sem calma
Buscando refúgio na Furna do Assombro
Facada na Alma, um toque no ombro
A águia gritando, rapina valente
Pendendo em seu bico a Víscera Quente
Estratagema sagrado em meio ao bando
Rapina valente, a águia gritando
A deusa consola o Pranto no mangue
Cordeiro Imolado coberto de sangue
E a Pena desdobra ao som da pistola
O Pranto no mangue, a deusa consola
A límpida água e a seiva bruta
Mergulha num mar de gás e cicuta
A artéria estufada de dor e de mágoa
De seiva bruta e de límpida água
Hienas, morcegos, silêncio e risos
Relatam os fatos extremos, concisos
A adaga no ventre descreve as cenas
Risos, silêncio, morcegos, hienas
A Fossa Brutal, vazio eterno
Hermética vida de mundo e inferno
Chutando lixeiras, janelas do mal
Vazio eterno... A Fossa Brutal!
domingo, novembro 07, 2004
domingo, outubro 31, 2004
Pedro Roney e o eterno retorno
As fezes tão nobres se tornam adubo
Para as sementes da mãe natureza
Criam-se plantas nas quais eu subo
Das quais me alimento e observo a beleza
O tal alimento retoma a cadeia
Que continuamente vai se repetindo
Como um homem que vem da areia
E volta à areia chorando ou sorrindo
São cartas expulsas que voltam ao jogo
As cenas repetem ao fio e ao cabo
Quem me fez com ferro também fez com fogo
Pouco importa se foi o tal Deus ou o Diabo
Seguindo a doutrina do Eterno Retorno
Vivendo e sendo o Univerno que sou
Descobro a verdade e a coloco no forno
Porque tudo acaba como começou!
Para as sementes da mãe natureza
Criam-se plantas nas quais eu subo
Das quais me alimento e observo a beleza
O tal alimento retoma a cadeia
Que continuamente vai se repetindo
Como um homem que vem da areia
E volta à areia chorando ou sorrindo
São cartas expulsas que voltam ao jogo
As cenas repetem ao fio e ao cabo
Quem me fez com ferro também fez com fogo
Pouco importa se foi o tal Deus ou o Diabo
Seguindo a doutrina do Eterno Retorno
Vivendo e sendo o Univerno que sou
Descobro a verdade e a coloco no forno
Porque tudo acaba como começou!
segunda-feira, outubro 25, 2004
Poema ateu nº 3
Quebro um fio de cabelo e me afogo em uma lágrima
Penetro sua retina tão escura quanto a noite sem lua
Mas a menina dos teus olhos toma-me nas mãos
Brinca um pouco comigo e lança-me aos vazios abissais
De uma hemácia eu faço uma canoa redonda e vermelha
Passeio tranqüilo pelas alamedas saguinárias de teu organismo
És por dentro animail real e irracionalizado
Tua mente não penetra no teu âmago como eu
Por isso, posso falar com toda a propriedade:
Dentro de ti não há alegria, nem paz, nem Deus
Dentro di há gosmas, fluidos, sangue e sangue
Penetro sua retina tão escura quanto a noite sem lua
Mas a menina dos teus olhos toma-me nas mãos
Brinca um pouco comigo e lança-me aos vazios abissais
De uma hemácia eu faço uma canoa redonda e vermelha
Passeio tranqüilo pelas alamedas saguinárias de teu organismo
És por dentro animail real e irracionalizado
Tua mente não penetra no teu âmago como eu
Por isso, posso falar com toda a propriedade:
Dentro de ti não há alegria, nem paz, nem Deus
Dentro di há gosmas, fluidos, sangue e sangue
Assinar:
Postagens (Atom)